September 14, 2018 - 1 notesde revolta carandiru, chacina,
e o pcc se molda
Favela, preto, panela, prato cheio viela, tiro no peito,
rap, revolta, grito dos maltratado ecoa, chega no fundo
de surdo se faz e é feito.
só mais uma peça de um grande engenho
e o parafuso que sustenta, nós, os espertos idiotas
a rir e bater palma pra grande peça que com sorriso e de graça nos esconde em sacolas
como restos, lixos reutilizáveis, parafusos enferrujados e espanados
em outro dia mais um achado ao acaso dentre outras construções
da grande peça, como agulha no palheiro, novamente humilhados
jogados, segregados, marginalizados, e a pele preta que de tanta maldade implícita lhe foi imposta, mesmo que por inteiro coagulado de sangue brilha. pois a identidade roubada e destruída, mesmo que desaparecida, de vontade alimentada por revolta, se reconstrói tão linda quanto era antes de corrompida.
e do brilho se percebe o dia
que por vir alimenta a alma, a mente e as raízes da vida
um belo dia.
sem o olhar, a mão viajando ao vento de encontro ao rosto, sem pestanejar nem sentir se quer o brilho e triste olhar do rapaz encosto. e quando o encontro é posto, sentido e doído no inocente, um povo todo de luta e resistência se fortalece a cada morte, reflete o número e concluí, isso não é recente. quem fala disso e prolifera, com a arte, dor, história e amor, sem duas vezes pensar: é sobrevivente.
